Em seu primeiro retorno ao Portal Spy, ainda em fevereiro, a SESAU informou que realizou um recadastramento de todos os servidores efetivos como parte das ações de gestão e transparência. Além disso, afirmou estar conduzindo uma auditoria detalhada nas folhas de pagamento para garantir a regularidade das informações funcionais. Segundo a secretaria, todos os médicos e demais servidores efetivos que não possuem frequência registrada em suas unidades de lotação tiveram faltas computadas até que a situação seja regularizada. A Sesau reforçou que, mesmo após o recadastramento, esses servidores serão convocados para ajustes administrativos e adequação de sua vida funcional. A nota concluiu destacando o compromisso da secretaria com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, visando garantir um serviço de qualidade para a população.
Posicionamento do médico Dalmir Pedra
Na época, ao Portal Spy, o médico anestesista declarou estar à disposição do serviço de regulação do Município de Juazeiro, onde vem realizando cirurgias eletivas junto com outros dois médicos. Ele afirmou ainda que a situação é “de conhecimento tanto da antiga quanto da atual gestão” e apresentou uma declaração assinada pela ex-secretária Ana Lúcia Araújo, datada do início de dezembro, informando que o médico “faz parte do quadro de servidores efetivos da SESAU, com carga horária de 24 horas em regime de plantões semanais”. Contudo, vale ressaltar que o documento se refere apenas ao até novembro, não justificando os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, conforme apontado pela reportagem do PNB.
Ainda na investigação conduzida pelo Portal Preto No Branco revelou ainda, com base no Diário Oficial do Município e no Portal da Transparência, que o médico anestesista Dalmir Pedra, lotado na Maternidade de Juazeiro, também está vinculado ao INGESP/São Lucas, uma instituição privada contratada pela Secretaria Municipal de Saúde para prestar serviços na unidade, incluindo a realização de cirurgias eletivas.