segunda-feira, 25, maio, 2026
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Capacitação de jangadeiros e guias marca nova fase do turismo sustentável nas piscinas de Maceió

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Uma iniciativa que mistura ciência do mar, educação ambiental e qualificação profissional está mudando a rotina de trabalhadores que atuam nas famosas piscinas naturais de Maceió. O Projeto Litoral Saudável, desenvolvido em Alagoas, já está em execução nos pontos turísticos de Pajuçara e Ponta Verde — dois dos cartões-postais mais visitados da capital alagoana.

Segundo informações divulgadas pelo projeto, a iniciativa envolve diretamente 120 jangadeiros e 80 guias de turismo, que passam por capacitações voltadas tanto ao atendimento ao visitante quanto ao cuidado com o ecossistema recifal local. A formação inclui módulos sobre conduta consciente em ambientes de corais, hospitalidade, primeiros socorros e educação oceânica.

As piscinas naturais de Maceió estão inseridas em uma região de alto valor ambiental: a Costa dos Corais, que abriga o segundo maior banco de arrecifes do mundo, atrás apenas da Grande Barreira de Coral da Austrália. A bióloga Izis Melo, responsável pelo projeto, destaca que a educação ambiental é o eixo central de toda a proposta. “A educação ambiental é o único caminho para uma transformação sólida e concreta”, afirmou ela, segundo a fonte original.

O projeto está alinhado à Década da Ciência Oceânica, agenda internacional promovida pela ONU, e atua em seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A parceria com a ABIH-AL (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Alagoas) garante o envolvimento do setor hoteleiro nas ações de qualificação. Recursos para a execução vieram de duas emendas parlamentares do deputado estadual Cabo Bebeto (PL), conforme informações divulgadas pelo instituto.

Entre os próximos passos previstos estão a modernização da infraestrutura da orla, a implantação de um sistema de voucher digital para compra de passeios e uma plataforma de avaliação do turista. O projeto prevê ainda palestras para pescadores sobre como evitar a chamada pesca fantasma — prática que abandona redes no mar, causando danos à fauna marinha.

Apesar dos avanços, a iniciativa enfrenta resistências. A bióloga Izis Melo aponta que parte dos profissionais do setor ainda prioriza o lucro imediato em detrimento da preservação. Ela ressalta também a necessidade de maior engajamento do setor privado, que é diretamente beneficiado pelo turismo nas piscinas naturais, mas ainda participa de forma limitada nas ações do projeto.

A visita às piscinas naturais de Pajuçara e Ponta Verde é um dos programas turísticos mais tradicionais de Maceió. As embarcações saem da orla conduzidas pelos jangadeiros locais e levam os visitantes a contemplar peixes coloridos em águas rasas e cristalinas. A conservação desse ecossistema é tratada pelo projeto não só como responsabilidade ambiental, mas como condição para a sustentabilidade econômica do próprio turismo na região.

O jangadeiro João Santos, que atua nas piscinas e passou pelas capacitações, destacou os efeitos práticos do treinamento no seu dia a dia de trabalho — melhorando tanto o cuidado com o ambiente marinho quanto a qualidade do atendimento ao turista, segundo relato divulgado pela fonte original.

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