segunda-feira, 18, maio, 2026
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Torcedores do Bahia levam protesto à porta da casa de Ceni após sétimo jogo sem vitória

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A paciência de parte da torcida do Bahia chegou ao limite na noite deste domingo (17). Depois do empate em 1 a 1 com o Grêmio na Arena Fonte Nova, integrantes da Bamor Nova Era, a principal torcida organizada do clube, deixaram o estádio e foram até um condomínio de luxo nas imediações de Camaçari, onde o técnico Rogério Ceni reside, para protestar diretamente.

O empate diante do Grêmio aumentou o clima de insatisfação entre os torcedores, que antes, durante e depois da partida realizaram protestos na Arena Fonte Nova pedindo a saída de Rogério Ceni. O ato não ficou restrito ao entorno do estádio.

Segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias, os torcedores foram barrados na portaria principal do complexo residencial. Mesmo sem conseguir entrar, entoaram gritos direcionados ao treinador, com frases como “Adeus, Ceni” e “acabou a paz, mexeu com o Bahia, mexeu com satanás”. A reportagem do veículo entrou em contato com o setor de segurança do condomínio, que afirmou desconhecer a realização do protesto.

Com o resultado, o Esquadrão chegou aos sete jogos sem vencer na temporada, empatando com o pior jejum de triunfos com Rogério Ceni no comando. A pressão sobre Rogério Ceni havia aumentado após a eliminação do Bahia para o Remo na Copa do Brasil, com derrotas por 3 a 1 no jogo de ida e 2 a 1 na partida de volta.

Os torcedores da Bamor já haviam tecido gritos de guerra contra o treinador Rogério Ceni antes da partida do Bahia contra o Grêmio, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. Entre as mensagens exibidas pelos torcedores estavam frases como “Ceni, sua teimosia está destruindo o Bahia”, “Elenco de milhões, futebol de centavos”, além de “Fora Ceni” e “Chega de desculpa”.

Após o empate, Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva, analisou a atuação do Esquadrão, falou sobre os protestos feitos pela torcida antes, durante e depois da partida, e descartou pedir demissão do comando técnico tricolor. “Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse? Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto”, declarou.

Questionado sobre os protestos dentro e fora da Fonte Nova, Ceni disse compreender o direito de manifestação da torcida e reconheceu o peso da eliminação para o Remo, na Copa do Brasil. O técnico afirmou, segundo informações do Bahia Notícias, que não leva as críticas para o lado pessoal: “Eu sei que qualquer um que estivesse no meu lugar seria (vaiado/ofendido). É a vida do treinador.”

A Bamor havia feito duras críticas ao trabalho de Ceni no comando do Bahia em nota oficial publicada anteriormente, cobrando mudança imediata no comando técnico e afirmando que o atual ciclo está esgotado, apontando uma sequência de eliminações, atuações abaixo do esperado e falta de evolução do time mesmo diante dos altos investimentos realizados pelo clube.

O Bahia acumula sete partidas consecutivas sem vencer na temporada, cenário que intensificou o clima de insatisfação mesmo com a equipe ainda próxima do grupo de classificação para competições continentais, chegando aos 23 pontos. O clube volta a campo na próxima segunda-feira (25), às 20h, contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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