Aracaju figura agora entre as cinco capitais brasileiras com melhor desempenho em indicadores de empreendedorismo, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado durante o II Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A capital sergipana alcançou a 5ª colocação nacional em um ranking dominado historicamente por cidades do Sul e Sudeste do país.
O estudo foi elaborado com base nos dados da PNAD Contínua e coloca Aracaju ao lado de referências como Curitiba e Florianópolis no topo da lista. Os critérios considerados incluem taxa de formalização, quantidade de empreendedores por habitante, mobilidade socioeconômica e inclusão produtiva — dimensões que medem tanto o volume quanto a qualidade do empreendedorismo local.
O reconhecimento é duplo. Além da 5ª posição no ranking de empreendedorismo, Aracaju também apareceu como a 3ª capital brasileira com melhor desempenho em indicadores de combate à desigualdade social, conforme o Índice Brasileiro de Empregabilidade e Mercado de Trabalho (IBEM), desenvolvido pela FGV em parceria com o ministério. O índice considera formalização, renda média e acesso a direitos trabalhistas.
A prefeita Emília Corrêa destacou que o resultado valida o caminho adotado pela gestão municipal. Segundo ela, a administração tem trabalhado para desburocratizar processos, incentivar novos negócios e fortalecer políticas voltadas à inclusão produtiva e à geração de renda. O secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, atribuiu o avanço à atração de empresas e à simplificação dos processos de abertura de negócios na cidade.
O contexto econômico da capital sergipana reforça os dados da FGV. Relatório da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação aponta que Aracaju registrou saldo positivo de 7.560 empregos formais em período recente, com os setores de serviços e construção civil liderando a criação de vagas. Ao longo do mesmo intervalo, foram abertas 16.275 novas empresas na cidade — crescimento de 7,09% em relação ao período anterior — e o município conta hoje com mais de 80 mil empresas ativas.
O resultado de Aracaju se insere em um cenário mais amplo de avanço do Nordeste. Pesquisa da FGV Social aponta que a região registrou crescimento de 13% na renda do trabalho em 2024, quase o dobro da média nacional de 7,1%. O pesquisador Marcelo Neri, da FGV, destacou que quatro dos cinco maiores destaques — tanto entre estados quanto entre capitais — foram nordestinos, indicando um crescimento estrutural na distribuição de renda da região.
O Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica integra a agenda do Programa Acredita no Primeiro Passo, coordenado pelo MDS, que busca promover autonomia socioeconômica para famílias inscritas no Cadastro Único. Desde o início da iniciativa, o programa destinou R$ 726,41 milhões, beneficiando cerca de 87 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil.
A cerimônia de entrega do prêmio referente à colocação de Aracaju está prevista para o dia 27 de maio, em Brasília. A prefeita Emília Corrêa deverá receber pessoalmente a distinção em nome da capital sergipana.




