A Justiça de Alagoas pronunciou dois acusados pelo assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, de 33 anos, coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB). Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque e Symeone Batista dos Santos passam à condição de réus formais no processo e seguem presos.
A informação foi confirmada na manhã do último sábado (16). A Audiência de Instrução e Julgamento foi marcada para o dia 19 de agosto de 2026, às 9h30. A defesa da família de Joba revelou ao portal TNH1 que também tenta incluir a ex-esposa da vítima no processo.
Ruan Carlos é apontado como autor intelectual do crime. Segundo a Polícia Civil de Alagoas, a motivação do crime está ligada a um triângulo amoroso, onde ciúmes de Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suposto mandante, em relação a Joba e uma mulher, culminaram na encomenda do assassinato por R$ 10 mil.
Joba mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, passou a se relacionar com Ruan Carlos. Com o fim desse novo relacionamento, a mulher teria retomado contato com a vítima, o que teria provocado ciúmes no suposto mandante. De acordo com as investigações, o crime teria sido articulado desde dezembro de 2025.
Symeone Batista dos Santos, por sua vez, teria atuado como intermediador e apoiou a fuga do executor. Segundo Symeone, o suposto mandante fez o primeiro contato no fim do ano passado, perguntando se ele teria coragem de matar alguém. Ele disse que recusou a proposta, mas indicou um terceiro homem, conhecido como “Gordinho”, para executar o homicídio. Symeone ainda relatou que decidiu colaborar com a polícia porque a “consciência pesou”.
Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, trabalhava como coordenador das categorias de base do CRB e foi assassinado a tiros na manhã do dia 23 de janeiro, no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Joba seguia para um ponto de ônibus, de onde embarcaria em uma van com destino ao CT Ninho do Galo, onde cumpriria mais um dia de trabalho, quando foi surpreendido com um tiro na cabeça.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que ele é atingido pelas costas por um homem em uma bicicleta. Logo após os disparos, o atirador abandonou a bicicleta e fugiu em uma motocicleta conduzida por um comparsa. O caso foi inicialmente tratado como latrocínio, mas posteriormente reclassificado como execução pela polícia após análise das câmeras de segurança.
Ao todo, cinco pessoas foram identificadas na dinâmica do assassinato. O mandante e outro homem, responsável por dar apoio à fuga do executor, foram presos. Os outros três envolvidos foram mortos em confronto com a polícia.
A delegada Tacyane Ribeiro informou que a execução teria custado R$ 10 mil, sendo R$ 4 mil pagos dias antes do homicídio. A Polícia Civil reforçou que o assassinato não tem qualquer relação com torcidas organizadas, tratando-se de um crime de motivação estritamente pessoal.
Marcado por forte comoção e com a presença de lideranças do Clube de Regatas Brasil, o velório de Johanisson foi realizado na manhã do sábado seguinte ao crime, em Maceió. O sepultamento aconteceu horas antes de a equipe entrar em campo para o Clássico das Multidões, no Rei Pelé. Antes do início do clássico entre CRB e CSA, os jogadores dos dois clubes se uniram para homenagear Joba, e balões brancos foram soltos pelos atletas das duas equipes e por familiares do coordenador de base.




