Aracaju volta a ser palco de um encontro nacional voltado ao fortalecimento da economia criativa. Nos dias 22 e 23 de maio, a Universidade Tiradentes (Unit), no polo Farolândia, recebe mais uma edição do Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa, organizado pelo Instituto BR em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Sebrae.
O evento reúne gestores públicos, especialistas, empreendedores e agentes culturais para debater políticas públicas, estratégias de desenvolvimento e mecanismos de fortalecimento da economia criativa nos territórios. O tema central da edição é “Cultura em Rede: territórios, participação e desenvolvimento”.
A programação dos dois dias inclui palestras, mesas temáticas e oficinas práticas. Os tópicos previstos abrangem o uso da criatividade aliada à tecnologia na produção cultural, ferramentas digitais para criadores de conteúdo, posicionamento e identidade para artistas e empreendedores, além de estratégias de presença digital que gerem oportunidades concretas de trabalho e renda.
Para Vinícius Wu, diretor do Instituto BR, o circuito contribui diretamente com quem está à margem das grandes redes de apoio. “Essa iniciativa busca desenvolver estratégias locais de incentivo à economia criativa, fortalecendo a atuação de empreendedores e empreendedoras […] e criando também redes de colaboração locais”, afirma Wu. O dirigente destaca o papel do circuito em alcançar territórios periféricos e empreendedores de favelas, levando renda a espaços mais vulnerabilizados.
O seminário em Aracaju se insere num circuito mais amplo. O Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa percorre as cinco regiões do Brasil em 2026, com o objetivo de subsidiar a construção da Política Nacional de Economia Criativa — o chamado Brasil Criativo. A agenda já passou por Belém (PA) e Porto Alegre (RS), e Aracaju foi palco da edição nordestina realizada em abril, com o Fórum Brasil Criativo. Agora, a capital sergipana recebe nova rodada focada em tecnologia e produção de conteúdo digital.
No âmbito federal, o Ministério da Cultura recriou em 2025 a Secretaria de Economia Criativa, assumindo protagonismo na formulação de políticas para o setor. Dados do governo federal indicam que a economia criativa movimenta cerca de R$ 230 bilhões no Brasil e emprega aproximadamente 7,8 milhões de pessoas, equivalendo a 7% do total de trabalhadores formais do país.
A cidade de Aracaju tem figurado como polo desse debate regional. Em abril, o Fórum Brasil Criativo – Edição Nordeste reuniu gestores, pesquisadores, artistas e empreendedores na mesma Unit para debater o audiovisual e os ecossistemas culturais e criativos, além de elaborar uma carta de propostas do Nordeste para subsidiar o Plano Nacional.
O seminário de maio abre no dia 22, com credenciamento às 8h, palestra de abertura às 10h e mesas temáticas à tarde. No segundo dia, 23, as atividades incluem oficinas práticas sobre criação de conteúdo com apoio de tecnologia e construção de presença digital. O local é a Universidade Tiradentes, Bloco D, Av. Murilo Dantas, 300, Aracaju — Polo Farolândia.




