sábado, 16, maio, 2026
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Foragido há anos, líder do CV preso na Bolívia e esposa chegam à Bahia após operação internacional

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Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como “Kekeu”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho com atuação na Bahia, e sua companheira Micaely Santos Silva chegaram a Salvador nesta semana após serem transferidos de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, em avião da Polícia Federal. A dupla havia sido capturada no domingo (10) durante a Operação Artemis, deflagrada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a operação reuniu forças estaduais e federais brasileiras — incluindo a Polícia Civil por meio do Draco e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO Bahia) — além da Interpol e da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN) boliviana. O casal foi localizado em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões, no bairro nobre de Equipetrol, em Santa Cruz de la Sierra.

As investigações apontam que Kekeu estava foragido há anos e é investigado por tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro, roubos e corrupção de menores. Segundo a SSP-BA, ele era responsável por enviar drogas e armamentos, incluindo fuzis, para os estados da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, diretamente do território boliviano. A atuação do grupo concentrava-se principalmente no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, e nas regiões Sul e Sudoeste da Bahia.

Micaely Santos Silva, identificada como tesoureira da organização, exercia papel estratégico no esquema: era responsável pela movimentação financeira da facção e pela articulação de um esquema de lavagem de dinheiro com ramificações na Bahia e no Rio de Janeiro. Na Bolívia, o casal se apresentava com documentos falsos e se passava por empresários.

De acordo com informações da SSP-BA, os dois possuíam mandados de prisão em aberto e chegaram a passar pela capital boliviana, La Paz, antes de serem interceptados em Santa Cruz de la Sierra. O imóvel em que viviam, avaliado em 1,2 milhão de dólares, foi confiscado pelas autoridades bolivianas, e as forças de segurança da Bahia trabalham para viabilizar o sequestro do bem.

O histórico criminal de Kekeu remonta a pelo menos 2009. Segundo a SSP-BA, entre 2009 e 2012, ainda preso na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, ele continuava a ordenar execuções de opositores tanto na capital quanto em cidades como Feira de Santana. Em abril de 2022, o Gaeco (Ministério Público da Bahia) obteve a decretação da prisão preventiva de Kekeu por lavagem de dinheiro, mas ele seguia foragido.

A captura do casal marca mais um resultado de uma série de ações que, somente em 2026, já resultou na prisão de seis chefes de facções criminosas baianas que haviam escolhido a Bolívia como base de operações e refúgio. O secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, afirmou que “o trabalho de inteligência é imprescindível para a localização de lideranças e também na desarticulação das estruturas financeiras das facções”. As investigações seguem para identificar outros integrantes do grupo na Bahia e em outros estados. Denúncias podem ser feitas, com anonimato garantido, pelo Disque Denúncia da SSP-BA, no número 181.

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