O Bahia está fora de mais uma competição em 2026. O Remo venceu o Tricolor por 2 a 1 na quarta-feira (13) pelo jogo de volta da 5ª fase da Copa do Brasil e o Bahia não conseguiu segurar o resultado fora de casa, vendo o Remo fechar o confronto com placar agregado de 5 a 2. A derrota representa mais uma eliminação amarga numa temporada que já havia custado ao clube a saída da Libertadores e da Copa do Nordeste.
Para tentar reverter a desvantagem de três gols construída pelo Remo no jogo de ida — o Bahia havia sofrido derrota por 3 a 1 jogando na Arena Fonte Nova —, o técnico Rogério Ceni escalou o time de forma diferente no Mangueirão, em Belém. Uma das principais mudanças foi o uso do lateral-esquerdo Luciano Juba numa linha de três na defesa, o que limitou a participação ofensiva do jogador durante boa parte da partida.
Em coletiva após a eliminação, Ceni explicou o raciocínio por trás da escolha. Segundo o treinador, a ideia era ter Juba construindo pela esquerda para liberar Marcos Victor no lado direito, disputando espaço com o Jajá do Remo. Ele argumentou que o modelo adotado trouxe oportunidades ao longo do jogo. “Foi a opção que encontramos e acho que ela nos deu todas as chances para vencer”, afirmou, conforme informações divulgadas pelo ge.globo.com.
O Bahia teve três gols anulados na noite desta quarta-feira. Aos seis minutos do segundo tempo, Everaldo recebeu cruzamento rasteiro e chutou na trave; no lance seguinte, balançou as redes após passe de Everton Ribeiro, mas o gol foi anulado por toque com o braço. Aos 21 minutos, a arbitragem viu falta de Nestor em Marllon para anular mais um gol do Esquadrão. O Bahia ainda viu o goleiro Marcelo Rangel fazer pelo menos duas boas defesas.
Aos 46 minutos, Alef Manga construiu pela direita e cruzou para Picco mandar para o fundo da rede, decretando o 2 a 1 e a classificação do Remo. O técnico reconheceu que o time criou, mas pecou na hora de converter. “Criamos muito, mas não conseguimos efetuar os gols. E mais uma vez cedemos o gol de maneira fácil”, declarou Ceni, segundo o ge.globo.com.
Com a derrota, o time baiano chegou a seis jogos sem triunfo, com três empates e três derrotas. A eliminação precoce em outras competições ao longo de 2026 colocou a gestão de Rogério Ceni sob forte pressão, e a Torcida Bamor, principal organizada do clube, publicou nota pedindo pela demissão do treinador, afirmando que “a paciência da torcida acabou” e que o Tricolor “vem acumulando vexames inadmissíveis.”
Mesmo assim, Rogério Ceni está pressionado no comando do Bahia, mas o treinador segue no cargo e não será demitido. Ceni ainda possui respaldo contratual importante e renovou recentemente seu vínculo com o Bahia até dezembro de 2027.
Com o resultado, o Bahia está eliminado da Copa do Brasil 2026 na primeira fase que disputou nesta temporada, restando somente o Campeonato Brasileiro para disputar até dezembro. O próximo compromisso do Tricolor é contra o Grêmio, pelo Brasileirão Série A, no dia 17 de maio, às 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Na saída do Mangueirão, Ceni fez questão de cobrar o grupo: “Sei que a derrota é pesada, a eliminação é pesada, mas não podemos desistir. Temos que tentar vencer no domingo”, disse, conforme divulgado pelo ge.globo.com.




