A capital baiana se torna o centro das atenções da segurança pública nacional nesta terça-feira (12), ao sediar um encontro estratégico para combater o crime organizado. O evento, que acontece pela primeira vez em Salvador, segue até a próxima sexta-feira (15) no Senai Cimatec.
O foco principal da reunião é a descapitalização das facções criminosas. Representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, junto com a Polícia Civil, Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Bahia, buscam formas de aprimorar a chamada “asfixia financeira”, retirando o poder econômico dos criminosos.
A programação marca a união de duas redes fundamentais: a Renorcrim, que foca em unidades especializadas de investigação, e a Rede Recupera, que trabalha especificamente na identificação e apreensão de bens e ativos ligados ao crime.
Durante os quatro dias de atividades, especialistas vão discutir técnicas avançadas de inteligência financeira e como melhorar os instrumentos jurídicos para que a punição contra os grupos criminosos seja mais rápida e eficaz no Brasil.
O delegado-geral André Viana pontuou que a integração entre as instituições é o caminho para proteger a sociedade baiana. Segundo ele, o compartilhamento de informações entre as polícias de diferentes estados é essencial para o sucesso das operações.
Com a troca de experiências, o governo espera que a recuperação de ativos se torne a ferramenta número um no combate à criminalidade, permitindo que o dinheiro apreendido de atividades ilícitas seja revertido em benefícios para a própria população.




