O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se pronunciou neste sábado (9) sobre a morte do jovem Lucas Mendes de Jesus, de 19 anos, durante uma operação policial no bairro de Valéria, em Salvador. Em nota oficial, o petista prometeu uma apuração rigorosa do caso e afirmou que a gestão estadual não tolera “atos arbitrários” cometidos por agentes públicos.
A declaração veio depois que a família contestou a versão da Polícia Militar sobre o ocorrido. Lucas foi baleado na noite da última sexta-feira (8), na localidade conhecida como Bolachinha, durante uma ação da 31ª CIPM. O policial militar Ramon Santos Nascimento, conhecido nas redes sociais como “Soldado Ramon”, também foi atingido na ação e segue internado em estado crítico no Hospital do Subúrbio, baleado na mão e no abdômen.
Em tom de cautela, o governador buscou equilibrar o apoio à corporação policial com a cobrança por esclarecimentos. “Expresso minha solidariedade à mãe e à família de Lucas. Nenhuma palavra alivia essa dor, mas estou em oração por vocês. Desejo uma rápida recuperação ao policial Ramon e manifesto minha solidariedade à sua família”, declarou Jerônimo.
O chefe do Executivo estadual assegurou que a perícia técnica vai ser conduzida dentro da normalidade institucional para garantir que o episódio seja “rigorosamente esclarecido”. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A versão oficial da PM aponta que equipes em patrulhamento na Rua Tânia Duran foram recebidas a tiros por homens armados, que invadiram uma residência durante a fuga e seguiram atirando contra os policiais. A família de Lucas, no entanto, contesta a narrativa. Segundo a mãe do jovem, ele estava em casa com os irmãos e um amigo quando um homem armado invadiu o imóvel em meio ao tiroteio e a fez refém. Lucas teria sido atingido ao tentar protegê-la.
A morte gerou revolta na comunidade. Moradores realizaram manifestação com queima de pneus e bloqueio de vias na localidade, exigindo justiça.



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