Neste ano de 2026, a ADIMB (Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro) completa 30 anos, período ao longo do qual firmou como uma das entidades mais influentes do setor mineral no País.
Fundada em 1996, a ADIMB atua como um braço de inteligência e técnica entre empresas, governo e academia. Ao longo de três décadas, a agência se consolidou em frentes estratégicas, como a organização do SIMEXMIN, o maior evento técnico em exploração mineral no País, realizado tradicionalmente em Ouro Preto (MG), que reúne milhares de técnicos e empresários de várias partes do mundo. A entidade também coordena, há vários anos, a participação brasileira na convenção anual da PDAC (prospectors and Developers Association of Canada), organiza missões internacionais para conhecer a geologia de outros países, como Austrália, visando fortalecer o sistema global de mineração e participa do esforço de atração de investimentos para o setor mineral, através de iniciativas como o Invest Mining.
Mas talvez a principal atuação da ADIMB seja na formação de especialistas na área de exploração mineral, através dos vários cursos que oferece, dos quais um destaque é o curso oferecido em conjunto com o Ibmec e os projetos colaborativos com empresas do setor, com participação de instituições acadêmicas.
Não é exagero dizer que a história da ADIMB, nestas três décadas, perpassa a história de evolução da mineração no período.
Mantendo-se fiel aos objetivos originais estabelecidos na fundação
Roberto Xavier, que assumiu a diretoria executiva da ADIMB em maio de 2018, afirma que sua gestão tentou dar continuidade ao que foi construído nos 22 anos anteriores, mantendo a essência estratégica da entidade, que é focar no desenvolvimento técnico-científico do setor mineral.
Segundo ele, o plano estratégico atual, consolidado a partir de 2018, reflete essa história, visando contribuir para a competitividade do setor mineral brasileiro por meio de capacitação profissional, projetos técnico-científicos, fomento à inovação e articulação entre academia, empresa, governo e sociedade. Assim, “a ADIMB se posiciona como referência nacional e internacional, sendo seu DNA técnico- -científico”, diz ele.
Xavier explica que, embora a atuação da ADIMB se concentre historicamente na pesquisa mineral, cobrindo desde a descoberta até a abertura da mina (upstream), atualmente seu escopo se expandiu para incluir a produção, a geometalurgia, a identificação de subprodutos econômicos ou deletérios, e o melhor aproveitamento de rejeitos minerais. Além disso, a ADIMB se posiciona essencialmente em aspectos técnicos para subsidiar políticas públicas.
A entidade potencializou a articulação entre empresas e universidades por meio de projetos colaborativos, os quais são uma fonte de recursos externos para a sua sobrevivência orçamentária. Atualmente, informa o diretor executivo, a ADIMB coordena quatro projetos colaborativos, incluindo um grande projeto de 5 anos com a Vale, além de projetos com a Oz Minerals/ Corex e Centaurus, todos focados em cobre, níquel e ouro em Carajás, e um recente com a Meteoric Resources sobre terras raras em Poços de Caldas. “Estes projetos revelaram-se importantes para avanços no conhecimento geológico e na extração de metais, além de auxiliar na capacitação profissional”, ressalta.
Reconhecimento internacional
Um ponto forte da ADIMB é o seu amplo reconhecimento internacional, por sua presença no PDAC (Prospectors & Developers Association of Canada), onde já realizou 24 missões e, em seu evento mais recente, mobilizou uma delegação de 130 pessoas e realizou o Brazilian Mining Day com 520 participantes. Porém, de acordo com Xavier, a entidade não deseja ser rotulada apenas pelo PDAC e está buscando presença em outros eventos importantes, como o IMARC (International Mining and Resources Conference), que é considerado o maior e mais influente evento de mineração da Austrália, assim como na promoção de expedições internacionais. “A ADIMB também está retomando visitas internacionais com foco ampliado, englobando toda a cadeia de valor mineral, incluindo as áreas tecnológica, econômica e ambiental, e não apenas a pesquisa mineral”, destaca Xavier.
Para isso, a ADIMB também tem trabalhado para estabelecer parcerias com entidades internacionais diversas, que possam se traduzir em capacitação profissional e tecnológica, e projetos colaborativos. Como exemplos principais, a ADIMB tem tido ações conjuntas positivas com a Câmara de Comércio Austrália-Brasil, AUSTRADE, AusIMM e CSIRO da Austrália, Embaixada da Alemanha e Consulados da Finlândia e Canadá.
Mas, segundo Xavier, a ADIMB está aberta a oportunidades de internacionalização e sintonizada com elas, visando suprir a crescente demanda por recursos humanos qualificados, especialmente no segmento de minerais críticos, uma demanda atual do setor mineral brasileiro.
Leia a matéria completa na edição 456 da Brasil Mineral
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