sábado, 9, maio, 2026
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Mulher de 34 anos morre após tratar vasinhos em clínica de São Paulo

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Edicleide dos Santos Oliveira, de 34 anos, morreu durante um procedimento estético para tratamento de vasinhos nas pernas em uma clínica no bairro Frezzarin, em Americana, interior de São Paulo, na tarde de quarta-feira (6). O marido a levou ao local e ficou na sala de espera aguardando — e foi dele o choque ao ser informado do ocorrido.

O marido relatou à Polícia Civil que chegou à clínica São Lucas Ocupacional por volta das 14h30 para que a esposa realizasse um procedimento de escleroterapia, relacionado ao tratamento de vasinhos ou varizes. Por volta das 17h, ele foi comunicado por um médico de que Edicleide havia morrido. O procedimento foi pago de forma particular, sem uso de plano de saúde.

O declarante disse à polícia que a esposa não apresentava problemas de saúde, exceto a condição relacionada aos vasinhos nas pernas. A perícia técnica foi acionada e esteve no local.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso, apurado inicialmente como possível homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Segundo o delegado responsável, o médico possui registro de qualificação de especialista em medicina do trabalho — e não em angiologia, especialidade ligada ao tratamento vascular. A investigação busca esclarecer se o profissional possuía habilitação técnica para realizar o procedimento.

Em nota à imprensa, o médico Edison Augusto do Nascimento e a São Lucas Medicina Ocupacional informaram que a paciente passou mal logo após o início do procedimento de escleroterapia, ao qual já teria sido submetida anteriormente sem intercorrências. Segundo a defesa, equipes de suporte avançado foram acionadas para realizar manobras de reanimação, mas a paciente não resistiu. A clínica nega responsabilidade e sustenta que a morte pode ter sido causada por uma condição súbita e imprevisível da própria paciente.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que está apurando o caso. As investigações tramitam sob sigilo determinado por lei. O órgão ressalta que, segundo normas do CFM, o médico pode atuar em qualquer área da medicina sem especialidade registrada, desde que não se apresente como especialista.

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