O bolso do brasileiro pode demorar um pouco mais para sentir um alívio nos juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central indicou, em ata divulgada nesta terça-feira, que o ritmo de queda da taxa Selic deve ser mais lento do que o planejado anteriormente.
A grande preocupação no momento é o cenário internacional, especialmente os conflitos no Oriente Médio. Segundo o documento, a incerteza causada pela guerra afeta diretamente os preços e obriga o Banco Central a manter uma postura de vigilância para segurar a inflação.
Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,50% ao ano. Após dois cortes pequenos de 0,25%, a expectativa do governo e do mercado era de que as reduções continuassem com força, mas o Banco Central admitiu que a restrição monetária pode durar mais tempo.
Os diretores do órgão afirmaram que, em um ambiente de tantas dúvidas, é necessário agir com serenidade. Isso significa que os próximos passos dependem de como a guerra vai evoluir e de como isso vai impactar o custo de vida no Brasil nos próximos meses.
Para a próxima reunião, marcada para os dias 16 e 17 de junho, o mercado financeiro já começou a refazer os cálculos. Não se sabe mais se haverá um novo corte ou se a taxa será mantida no patamar atual para evitar riscos maiores à economia.
O recado do Banco Central é claro: enquanto a situação lá fora não se estabilizar, o controle dos juros por aqui será feito com o pé no freio. O objetivo é evitar que o descontrole de preços atinja o consumidor final de forma agressiva.




