O vice-presidente Geraldo Alckmin demonstrou preocupação com o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF) após o Senado derrubar a indicação de Jorge Messias. Para Alckmin, a rejeição do nome escolhido pelo presidente Lula prejudica o funcionamento da Justiça, já que a Corte agora opera com um ministro a menos em meio a um grande volume de processos.
A derrota do governo no Legislativo foi considerada histórica, pois não se via uma rejeição para o STF desde o ano de 1894. Messias, que ocupa o cargo de advogado-geral da União, recebeu 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, um resultado que travou a sucessão da vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Durante entrevista em São Paulo, Alckmin não poupou elogios ao aliado, classificando-o como um jurista preparado e com longa trajetória dedicada ao serviço público. Mesmo com o clima tenso entre os poderes, o vice-presidente tentou acalmar os ânimos, afirmando que Lula manterá o perfil de diálogo para resolver o impasse.
Agora, o Palácio do Planalto precisa correr contra o tempo para definir um novo substituto. O próximo indicado terá que enfrentar todo o ritual novamente: passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e garantir, no mínimo, 41 votos no plenário do Senado para assumir a cadeira.




