A cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, se prepara para um momento histórico no próximo dia 25 de junho. Pela primeira vez, os poderes Judiciário e Legislativo vão se juntar ao Executivo para transferir oficialmente suas sedes para o município, que se torna a capital simbólica da Bahia durante as celebrações da Independência.
Embora o Governo do Estado já realize essa mudança há mais de duas décadas, a adesão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) é uma novidade deste ano. A decisão foi formalizada através de decretos e atos oficiais publicados pelas instituições recentemente.
A data escolhida, 25 de junho, carrega um peso histórico fundamental para os baianos. Foi nesse dia, em 1822, que o povo de Cachoeira deu o grito de partida para as batalhas que culminariam na expulsão definitiva das tropas portuguesas em 2 de julho de 1823.
Com a transferência, as principais decisões e atos simbólicos das autoridades estaduais serão concentrados no interior, valorizando o papel da região na construção da liberdade do Brasil. O TJBA detalhou a mudança por meio do Decreto Judiciário nº 540, enquanto a Alba oficializou a medida pelo Ato nº 041/2026.
Para o cidadão, a iniciativa reforça a importância de descentralizar as ações do estado e homenagear o protagonismo histórico do Recôncavo. Cachoeira assume o posto de centro político da Bahia durante o período festivo, mantendo viva a memória da resistência popular.




