O senador Otto Alencar (PSD-BA) mandou um recado direto após a derrota de Jorge Messias na tentativa de ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o parlamentar, a articulação de líderes religiosos nos bastidores do Senado não teve o peso esperado na hora da votação decisiva.
Em suas redes sociais, Otto foi enfático ao afirmar que se convenceu de que pedidos vindos de bispos e pastores não são capazes de converter os votos dos senadores. A declaração surge como um balanço do revés sofrido pelo governo federal no plenário da Casa.
Jorge Messias, que ocupa o cargo de advogado-geral da União, não conseguiu atingir o mínimo de 41 votos necessários para ser aprovado. Ele parou nos 34 votos favoráveis, um resultado que frustrou os planos do Palácio do Planalto e de seus aliados mais próximos.
Durante todo o processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias esteve cercado por figuras importantes do meio evangélico. Nomes como os bispos Samuel e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, marcaram presença e defenderam o nome do indicado publicamente.
Mesmo com o apoio da bancada religiosa e a aprovação inicial na CCJ, o cenário mudou completamente quando o nome foi para o voto secreto no plenário. A resistência dos parlamentares acabou superando a influência dos líderes de igreja que faziam campanha pelo advogado.
Antes da análise ácida de Otto Alencar, o próprio Jorge Messias havia feito um agradecimento público ao senador baiano e a Jaques Wagner (PT-BA) pela condução do processo. No entanto, a cortesia não escondeu o impacto político da rejeição inédita.




