O juiz Otaviano Sobrinho, da 1ª Vara Criminal de Eunápolis, passou a trabalhar usando colete à prova de balas e com escolta policial armada 24 horas por dia. A medida de segurança extrema foi adotada após o magistrado sofrer ameaças severas por sua atuação no caso que investiga a fuga de 16 detentos do presídio local.
Em entrevista recente, o magistrado revelou que as ameaças surgiram após ele afastar toda a diretoria do Conjunto Penal. Segundo Sobrinho, grupos criminosos planejavam ações para demonstrar poder contra o Estado e intimidar as autoridades que investigam o esquema de corrupção e facilitação de fugas na unidade prisional.
Com 36 anos de magistratura e outros nove como promotor de Justiça, esta é a primeira vez que o juiz precisa de proteção institucional nesse nível. Ele afirmou que, apesar do risco, não deixará que o medo dite suas decisões judiciais e que seguirá rigoroso no acompanhamento do processo.
As investigações ganharam força após a delação premiada da ex-diretora do presídio, Joneuma Silva Neres. Ela detalhou um esquema que envolveria desde políticos influentes até negociações diretas com líderes de facções criminosas para permitir a saída de presos em dezembro de 2024.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) reforçou a segurança do fórum e do magistrado para garantir que o julgamento do caso continue sem interferências externas. A polícia segue monitorando as movimentações de grupos suspeitos na região do Extremo Sul baiano.




