O Sertão nordestino está provando que entende de vinho tanto quanto os europeus. Usando as águas do Rio São Francisco para controlar as videiras, produtores da nossa região conseguem o que parece impossível em outros países: colher uvas e produzir vinhos de alta qualidade em qualquer mês do ano.
Diferente da França, onde as plantações precisam descansar no inverno, aqui o sol brilha mais de 3 mil horas por ano. Com a técnica da irrigação por gotejamento e podas programadas, o enólogo decide a hora exata de colher, garantindo até duas safras e meia anualmente, uma exclusividade mundial do nosso terroir.
Essa inovação já rendeu medalhas de ouro e prata em concursos renomados, como o Concours Mondial de Bruxelles. Especialistas internacionais agora reconhecem que o equilíbrio entre o açúcar e a acidez das uvas colhidas às margens do Velho Chico atende aos paladares mais exigentes da Europa.
Além dos vinhos tintos como Syrah e Cabernet Sauvignon, a região se destaca pelos espumantes leves e refrescantes. Atualmente, o Vale do São Francisco já é responsável por 95% das uvas de mesa que o Brasil envia para o exterior, consolidando o polo como uma potência econômica.
O segredo do sucesso está na combinação de tecnologia com as características naturais do semiárido. Noites frescas e solos bem drenados ajudam a dar o sabor único que já possui certificação de Indicação Geográfica, garantindo que esse produto não pode ser copiado em nenhum outro lugar do planeta.




