A partir da Copa do Mundo de 2026, o jogador que esconder a boca para proferir ofensas contra adversários será punido com o cartão vermelho direto. A decisão foi aprovada por unanimidade pela Fifa e pela International Board (IFAB) em uma reunião realizada no Canadá.
Batizada de ‘Lei Vini Jr’, a medida surge como uma resposta direta aos casos de racismo e discriminação nos gramados. O foco é impedir que atletas utilizem as mãos para ocultar insultos, dificultando a leitura labial e a identificação de crimes de injúria racial.
A mudança foi motivada por um episódio envolvendo o brasileiro Vini Jr. e o francês Mbappé contra o jogador Prestianni, do Benfica. Na ocasião, o argentino foi acusado de usar termos racistas contra o camisa 7 do Brasil enquanto tapava a boca para não ser flagrado pelas câmeras.
Além da expulsão por esconder a fala, a Fifa aprovou punições rigorosas para quem abandonar o campo em protesto contra decisões da arbitragem. Nesses casos, tanto jogadores quanto membros da comissão técnica receberão o cartão vermelho.
Para as equipes que decidirem deixar o gramado de forma coletiva, a punição será ainda mais severa. O regulamento agora prevê a derrota imediata por WO, visando manter a ordem e a continuidade das partidas oficiais.
As novas diretrizes já estão valendo para o próximo mundial e prometem mudar a postura dos atletas dentro de campo. A Fifa espera que, com o rigor das expulsões, o comportamento discriminatório seja finalmente combatido de forma eficaz no esporte.




