sexta-feira, 1, maio, 2026
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Bahia gasta mais de R$ 3,4 mil por preso e supera média de estados como São Paulo

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Manter um detento no sistema prisional da Bahia custa aos cofres públicos uma média de R$ 3.449,56 por mês. O valor impressiona por superar o equivalente a dois salários mínimos e colocar o estado entre os que possuem as maiores despesas com a população carcerária no Brasil em 2026.

Os dados são do painel Custo do Preso, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça. Para se ter uma ideia da diferença regional, o custo médio na Bahia é muito superior ao de São Paulo, onde o gasto por preso fica em torno de R$ 1.959,55, e do Distrito Federal, que registra R$ 2.476,39.

Em períodos específicos, os gastos foram ainda maiores. No mês de fevereiro de 2026, a manutenção de cada interno na Bahia chegou a custar R$ 4.403,35. Esse montante ultrapassou até mesmo estados conhecidos pelo alto custo de vida no sistema penal, como Santa Catarina.

O alto investimento financeiro ocorre em meio a um cenário de crise e denúncias graves no setor penitenciário baiano. Recentemente, investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) detalharam esquemas de corrupção e facilitação de fugas em unidades do estado.

Uma delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis revelou que fugas organizadas contavam com visitas privilegiadas e até propinas milionárias. Segundo as investigações do Gaeco, o esquema envolveria movimentações de até R$ 2 milhões para facilitar a saída de detentos.

Enquanto o cidadão baiano lida com o peso dos impostos, os números do Ministério da Justiça reforçam o debate sobre a eficiência e a transparência na aplicação dos recursos destinados à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

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