O psiquiatra e pré-candidato à presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que pretende conceder anistia à maioria dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro em Brasília. A declaração foi dada durante entrevista à CNN nesta terça-feira (28), onde ele defendeu que muitos dos envolvidos cometeram crimes menores.
Para justificar sua posição, Cury comparou a situação dos presos com escândalos financeiros recentes, como o caso do Banco Master. Segundo o presidenciável, grande parte dessas pessoas já cumpriu o que ele classificou como uma sentença absurda e merece o perdão judicial caso ele vença as eleições.
Diferente de outros nomes da direita, como Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, que defendem uma anistia irrestrita, Cury demonstrou cautela. Ele explicou que o benefício pode não alcançar quem ele chamou de cabeças do movimento, ou seja, aqueles que tinham total consciência e liderança sobre as invasões.
Sobre a situação específica do ex-presidente Jair Bolsonaro, o médico não garantiu o benefício imediato. Cury ressaltou que precisaria de uma análise técnica e jurídica junto com sua equipe para decidir se libertaria ou não o ex-mandatário, alegando que ainda não possui todos os elementos para esse julgamento.
A pauta da anistia tem sido um ponto central entre os pré-candidatos que buscam o voto do eleitorado conservador. Enquanto Caiado promete pacificar o país com o perdão geral, Augusto Cury prefere manter uma linha de avaliação individualizada para os líderes dos atos ocorridos em 2023.




