O Governo Federal agiu rápido nos bastidores do Senado para garantir que a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) não enfrente resistência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em uma manobra estratégica, a bancada governista alterou a composição do grupo, resultando na saída imediata do senador Sérgio Moro (PL-PR).
A justificativa técnica para a retirada de Moro é a sua mudança de partido, do União Brasil para o PL. Com isso, ele perdeu o direito à vaga que pertencia ao seu antigo bloco parlamentar. Para o seu lugar, foi escalado o senador Renan Filho (MDB-AL), ex-ministro dos Transportes e aliado do Planalto.
Pelas redes sociais, Sérgio Moro demonstrou surpresa com a decisão e criticou a movimentação. Segundo o senador, a troca sem consulta prévia revela uma insegurança do governo Lula quanto à aprovação de Messias, tanto na comissão quanto no plenário. Moro já adiantou que votará contra o indicado.
Além da saída de Moro, o bloco que reúne PSB e PSD também promoveu mudanças, substituindo o senador Cid Gomes (PSB-CE) pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). Essas alterações fazem parte de um esforço para consolidar o apoio necessário antes da votação decisiva.
Com as novas peças no tabuleiro, os líderes governistas projetam agora pelo menos 16 votos favoráveis à indicação de Jorge Messias dentro da CCJ. Entre os nomes confirmados no apoio estão senadores como Renan Calheiros e o baiano Otto Alencar.
Por outro lado, a oposição já contabiliza oito votos contrários, incluindo parlamentares como Magno Malta e Hamilton Mourão. Três senadores ainda aparecem como indefinidos na lista, mas a expectativa do governo é que as mudanças garantam a folga necessária para avançar com o nome de Messias para a Corte.




