Um crime brutal envolvendo estudantes de doutorado na Flórida, nos Estados Unidos, revelou um detalhe perturbador: o principal suspeito, Hisham Abugharbieh, de 26 anos, teria utilizado o ChatGPT para planejar como se livrar das vítimas. Ele é acusado de matar Zamil Limon e Nahida Bristy, ambos de 27 anos.
Segundo documentos da Justiça, três dias antes do desaparecimento dos jovens, Hisham perguntou à inteligência artificial o que aconteceria se um corpo fosse colocado em um saco de lixo preto e jogado em uma caçamba. Quando a ferramenta respondeu que a situação parecia perigosa, ele ainda questionou como a polícia poderia descobrir o crime.
A investigação começou a fechar o cerco após um colega de quarto do suspeito estranhar a movimentação de caixas para um compactador de lixo no condomínio. No local, a polícia encontrou documentos e cartões de crédito das vítimas, além de vestígios de sangue em um tapete e em uma camiseta de Hisham.
Dados do GPS do carro do suspeito também foram cruciais, mostrando que ele parou em uma ponte onde o corpo de Limon foi encontrado dentro de um saco de lixo reforçado. Além disso, registros de compras mostram que, na noite do crime, o acusado adquiriu sacos de lixo, desinfetantes e purificadores de ar.
Ao ser questionado sobre cortes que apresentava nos dedos e nas pernas, Hisham tentou enganar os policiais dizendo que havia se ferido enquanto cortava cebolas na cozinha. A versão não convenceu as autoridades diante da montanha de provas colhidas pela perícia.
Hisham Abugharbieh foi preso e responde por homicídio, ocultação de cadáver e cárcere privado. Enquanto o corpo de Limon já foi identificado, a polícia aguarda exames laboratoriais para confirmar se restos mortais achados recentemente pertencem a Nahida Bristy.




