O bilionário Elon Musk anunciou que o X (antigo Twitter) vai ganhar uma função de pagamentos integrada ainda neste mês. A novidade, chamada de X Money, faz parte do plano de transformar a rede social em um aplicativo completo, onde o usuário poderá resolver a vida financeira sem precisar sair da plataforma.
Entre as principais promessas do novo serviço estão as transferências de dinheiro sem taxas entre os usuários, uma conta digital com rendimento de 6% ao ano e até um cartão de débito com a bandeira Visa. Quem utilizar o cartão poderá receber de volta 3% do valor gasto em compras selecionadas, o famoso cashback.
Para ajudar no controle das finanças, Musk pretende utilizar inteligência artificial para organizar o histórico de gastos e responder dúvidas dos clientes. O objetivo é bater de frente com bancos digitais tradicionais, oferecendo taxas de juros mais atrativas do que a média praticada no mercado atualmente.
Apesar do anúncio empolgante, o projeto ainda não está 100% liberado nos Estados Unidos. A empresa já conseguiu autorização para operar em 44 estados americanos, mas ainda aguarda o sinal verde em locais importantes como Nova York para funcionar de forma plena em todo o território.
Além da parte burocrática, o X Money enfrenta resistência de políticos e especialistas em segurança digital. Críticos questionam se a rede social tem estrutura para proteger dados bancários sensíveis, lembrando que a gestão de Musk na plataforma já foi alvo de polêmicas envolvendo a moderação de conteúdo.
A estratégia de Musk é inspirada em aplicativos asiáticos, como o WeChat, que concentram redes sociais, compras e serviços bancários em um só lugar. Com cerca de 600 milhões de usuários ativos, o X aposta nos criadores de conteúdo da própria rede para serem os primeiros a movimentar o novo sistema financeiro.




