O Bahia precisou suar a camisa para buscar o empate em 2 a 2 contra o Santos, na Arena Fonte Nova, após sair atrás no placar por dois gols de diferença. O resultado manteve o Tricolor no G-5 do Brasileirão, mas deixou um alerta ligado para a comissão técnica sobre as chances desperdiçadas durante a partida.
Substituindo Rogério Ceni, que cumpria suspensão, o auxiliar Charles Hembert comandou a equipe e não escondeu a insatisfação com a falta de eficiência. Para ele, o time cria boas oportunidades, mas acaba se complicando ao não converter o domínio em gols, o que acaba expondo a defesa aos contra-ataques adversários.
Hembert explicou que a estratégia do Santos, com marcação forte e individual, dificultou o jogo do Bahia. No primeiro tempo, o Tricolor sofreu com dois pênaltis e precisou de ajustes no intervalo, como a entrada de Nico Acevedo, para melhorar a saída de bola e retomar o controle do meio-campo.
Outro ponto discutido na coletiva foi a falta de ‘peso’ dentro da área. O auxiliar reconheceu que o time precisa de mais presença ofensiva para finalizar as jogadas. Ele citou que a entrada de dois centroavantes foi justamente uma tentativa de resolver esse problema crônico que já vinha sendo apontado por Ceni.
Apesar das críticas à pontaria, o auxiliar valorizou a postura dos jogadores em não desistir do resultado. A força de reação na segunda etapa foi considerada fundamental para salvar um ponto em casa e manter a moral do grupo elevada para a sequência da competição.
Agora, o Esquadrão tem uma semana de preparação para o próximo desafio. O Bahia volta a campo no domingo (3), quando enfrenta o São Paulo, às 16h, no Morumbis, em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.




