O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou oficialmente o documento que sela o destino político de Cláudio Castro. O ex-governador do Rio de Janeiro está proibido de disputar eleições pelos próximos oito anos devido ao abuso de poder político e econômico registrado na campanha de 2022.
A decisão aponta que a saída de Castro do cargo aconteceu por renúncia e não por cassação. Como ele deixou o governo um dia antes do julgamento ser retomado em março, a maioria dos ministros entendeu que não havia mais mandato para ser retirado, mantendo apenas a punição da inelegibilidade.
Com a publicação desse acórdão, a bola agora está com o Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe aos ministros da suprema corte decidir como será escolhido o governante para o mandato tampão, já que o estado vive uma indefinição sobre quem deve assumir definitivamente até as próximas eleições.
Atualmente, o Rio de Janeiro é comandado de forma interina pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. A linha sucessória foi quebrada após a renúncia de Castro, a ausência de um vice-governador e a cassação do antigo presidente da Assembleia Legislativa.
No meio da confusão política, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) já se movimenta. O novo presidente da casa, deputado Douglas Ruas, acionou o STF pedindo para assumir o governo imediatamente, alegando que sua eleição muda o cenário de interinidade no estado.
O ministro Flávio Dino, que havia pedido vista do processo no STF, prometeu liberar o caso para julgamento agora que o TSE publicou os detalhes da condenação. Enquanto isso, a população fluminense aguarda uma definição jurídica para saber quem terá a chave do palácio.




