O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para se desculpar publicamente com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O recuo aconteceu após o magistrado sugerir, em entrevista, que associar a imagem de Zema à homossexualidade poderia ser algo ofensivo.
Em sua publicação, Gilmar reconheceu que errou ao utilizar a orientação sexual como exemplo de injúria. Ele afirmou que não tem receio de admitir falhas e pediu desculpas diretas pelo comentário, embora tenha ressaltado que continuará enfrentando o que chama de indústria de difamação contra o Supremo.
A confusão começou quando o ministro questionou se a criação de bonecos de Zema como homossexual não seria um ataque à honra. A fala gerou reação imediata do ex-governador, que gravou um vídeo afirmando ser seguro de sua sexualidade e que não se sente ofendido por ser chamado de gay.
Zema foi além e criticou a comparação feita pelo ministro. Para o político, Gilmar Mendes acabou nivelando a homossexualidade ao crime de roubo ao colocar ambos no mesmo patamar de ofensas. O ex-governador declarou que não tem preconceitos e que sua trajetória é limpa.
O clima entre os dois esquentou ainda mais com novas declarações de Zema ao portal Metrópoles. O ex-gestor mineiro chamou o STF de ‘Supremo Balcão de Negócios’ e acusou outros ministros da Corte de manterem relações indevidas com empresários e banqueiros.
Zema defendeu que membros do tribunal deveriam ser investigados e até presos, alegando que o Judiciário passou de ‘bombeiro’ a ‘incendiário’ nas crises do país. Até o momento, os outros ministros citados pelo ex-governador não se manifestaram sobre as acusações.




