sábado, outubro 24, 2026
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Relatório revela como empresas usam operadoras de celular para espionar usuários pelo mundo

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Um relatório divulgado pela organização Citizen Lab acendeu o alerta sobre a segurança dos celulares. Empresas de vigilância estão operando como “companhias fantasma” para invadir redes de telefonia e transformar aparelhos comuns em ferramentas de rastreamento em tempo real, tudo sem deixar vestígios para o usuário.

O esquema utiliza falhas antigas em protocolos conhecidos como SS7, usados em redes 2G e 3G, que não possuem criptografia. Mesmo com o avanço para o 4G e 5G, os criminosos conseguem forçar o sistema a voltar para a tecnologia antiga para conseguir localizar qualquer celular no mundo apenas pegando carona no sinal das operadoras.

Outro método perigoso identificado é o chamado SIMjacker. Trata-se de uma mensagem SMS invisível enviada diretamente para o chip do celular. O dono do aparelho não recebe notificação, mas o comando permite que a localização da pessoa seja monitorada de forma constante por quem enviou o código.

A investigação apontou que operadoras de Israel e do Reino Unido foram usadas como pontos de trânsito para esses ataques. O objetivo seria monitorar pessoas consideradas alvos importantes, escondendo quem são os governos que pagam pelo serviço de espionagem.

Segundo o pesquisador Gary Miller, o que foi descoberto agora é apenas a ponta do iceberg diante de milhões de ataques que acontecem diariamente. O relatório conclui que essas operações são financiadas por grandes grupos e mostram como o sistema global de comunicações está vulnerável.

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