quarta-feira, 22, abril, 2026
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Desembargadora com salário de R$ 117 mil diz que magistrados vivem quase em regime de escravidão

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A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, causou polêmica ao afirmar que a categoria dos magistrados enfrenta uma crise financeira grave. Durante uma sessão da 3ª Turma de Direito Penal, a magistrada chegou a dizer que, em breve, os juízes estarão vivendo em um regime de escravidão.

A declaração aconteceu após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir por novas regras no pagamento de gratificações e benefícios extras, conhecidos como penduricalhos. Segundo a desembargadora, muitos colegas estão deixando de ir ao médico ou de comprar remédios por não terem como pagar as contas.

Apesar da queixa sobre a falta de dinheiro, os dados do Portal da Transparência mostram uma realidade diferente. Em março de 2026, Eva do Amaral recebeu uma remuneração bruta de R$ 117.863,72. Após os descontos obrigatórios, o valor que caiu na conta da magistrada foi de R$ 91.211,82.

No seu desabafo, a magistrada criticou a visão da sociedade, afirmando que os juízes são vistos como vilões que ganham muito sem trabalhar. Ela defendeu que a carga horária é excessiva, incluindo noites e finais de semana revisando processos em casa, sem o recebimento de horas extras.

A desembargadora também lamentou a perda de auxílios, como o de alimentação e gratificações por direção de fórum. Para ela, a situação da classe não está apenas no fundo do poço, mas no que chamou de fundo do alçapão.

O posicionamento de Eva não é isolado. Recentemente, outras lideranças da magistratura também reclamaram publicamente sobre a falta de regalias, como carros oficiais, planos de saúde e até o fornecimento de café nos tribunais, alegando que os custos saem do bolso dos próprios juízes.

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