Investigação aponta falhas na execução de projetos sociais no interior de SP e apura repasses para a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro
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| Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados | |
| Irregularidades apontadas pela CGU no projeto Jovem Empreendedor
A Controladoria-Geral da União constatou a não execução das metas pactuadas na iniciativa sediada em Pirassununga, no interior paulista. O projeto contava com R$ 1 milhão em recursos públicos e previa as seguintes metas:
| Falhas de comprovação no projeto Lutando pela Vida
Outro projeto financiado com R$ 1 milhão por emenda do parlamentar apresentou inconsistências na comprovação de gastos. A CGU apontou os seguintes pontos críticos:
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Comprovação insuficiente da execução integral das atividades para 500 beneficiários.
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Irregularidades na documentação sobre a entrega de materiais esportivos.
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Falhas nos comprovantes de prestação de serviços pagos com verba pública.
| Circulação de recursos públicos e repasses investigados
A Polícia Federal mapeou uma série de transferências financeiras envolvendo empresas associadas ao grupo do empresário Heric Dias e a produtora do filme Dark Horse:
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Repasse de R$ 400 mil do Instituto Conhecer Brasil para a Dinâmica Editora no início de 2025.
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Transferência de R$ 300 mil do mesmo instituto para o Instituto Super Poder Educacional no mesmo período.
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Transferência direta de R$ 645,4 mil realizada por Mario Frias da própria conta bancária para a Go Up Entertainment.
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Movimentação total de cerca de R$ 19 milhões pela Go Up Entertainment em novembro de 2025, incluindo R$ 906,8 mil para o Hotel Unique e R$ 653,2 mil para alimentação.
| Posicionamento do deputado federal e medidas cautelares
Em declaração pública gravada em vídeo, o deputado Mario Frias apresentou sua defesa em relação à investigação das verbas direcionadas aos programas sociais.
“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital, para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente. Emenda pública, registrada, transparente, que qualquer um pode consultar no Portal da Transparência”, afirmou.
O parlamentar criticou a condução do processo e a atuação dos órgãos de fiscalização sobre a verba.
“Como é que pode-se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal, no mesmo dia em que sua porta é arrombada”, afirmou.
“Ela [emenda] vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de contas. Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, apontou.
Por determinação do ministro Flávio Dino, o parlamentar teve os equipamentos eletrônicos apreendidos, foi proibido de deixar o país e não pode se comunicar com os demais investigados no inquérito.