sábado, 16, maio, 2026
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Ex-funcionário da Vivo é condenado por estelionato após usar acesso interno para fraudar sete clientes em Alagoas

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A 3ª Vara Criminal de Maceió proferiu sentença condenatória contra Wilson Gomes de Araújo pelo crime de estelionato praticado enquanto ele atuava como prestador de serviços da operadora Vivo. A decisão foi publicada no Diário da Justiça na última quarta-feira (13).

Segundo as informações do processo, os golpes aconteceram entre 2018 e 2020. No período, Wilson se valeu do acesso que tinha aos sistemas internos da operadora para realizar contratações indevidas em nome de clientes e enviar cobranças que não correspondiam a serviços realmente contratados por eles.

O esquema funcionava de forma simples e difícil de rastrear à primeira vista: o acusado alterava os dados cadastrais dos consumidores, inserindo endereços de e-mail que não pertenciam a eles. Com isso, conseguia contratar planos e serviços de forma clandestina, sem que os titulares das contas percebessem imediatamente.

Além disso, Wilson emitia boletos que pareciam estar vinculados a cobranças legítimas dos serviços já contratados pelos clientes. Na prática, os documentos eram falsos e direcionavam os pagamentos para contas bancárias sob sua própria administração.

O juiz Carlos Henrique Pita Duarte fixou a pena em dois anos e seis meses de reclusão, convertida em prestação de serviços à comunidade. O réu foi considerado culpado por estelionato contra sete vítimas e condenado a indenizá-las no valor total de R$ 143.264,10 — quantia correspondente ao que foi subtraído durante o período de atuação criminosa.

De acordo com a decisão judicial, parte das vítimas percebeu o golpe e procurou a polícia. Após a prisão do acusado, outros lesados também compareceram à delegacia para registrar ocorrências com relatos semelhantes.

O caso reforça um alerta que especialistas em segurança digital já vêm fazendo há anos: fraudes com dados de clientes de operadoras nem sempre partem de hackers externos. O uso indevido de credenciais e acessos internos por funcionários ou prestadores representa uma vulnerabilidade real para consumidores que confiam seus dados pessoais e financeiros a essas empresas.

A reportagem do portal TNH1 informou não ter conseguido contato com a operadora para comentar o caso. O espaço segue aberto para posicionamento da empresa.

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