sexta-feira, 15, maio, 2026
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Com tornozeleira e autorizado a trabalhar: dono do ‘ferro-velho da morte’ em Salvador deixa presídio

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A Justiça determinou a soltura do empresário Marcelo Batista da Silva, de 41 anos, dono do ferro-velho Prometais, no bairro de Pirajá, em Salvador. A decisão concedeu liberdade provisória ao investigado, acusado de envolvimento no desaparecimento e suposto homicídio de dois funcionários que trabalhavam em seu estabelecimento. Marcelo estava recolhido no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

A ordem foi assinada pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira. Marcelo ficará com tornozeleira eletrônica e deverá se recolher à residência no período noturno, nos horários definidos nos dias úteis, além de não poder sair de Salvador nem se afastar mais de 100 metros de sua casa entre as 19h e as 6h. A decisão também autorizou o empresário a exercer atividades na administração da Prometais de segunda a sábado, no período entre 6h e 20h.

Caso descumpra qualquer uma das condições, Marcelo poderá ter a liberdade revogada e a prisão preventiva restabelecida imediatamente, sem necessidade de nova audiência.

O caso ficou conhecido como o “mistério do ferro-velho”. Marcelo é acusado de envolvimento no desaparecimento e morte de Paulo Daniel Pereira Gentil do Nascimento e Matusalém Silva Muniz, vistos pela última vez em 4 de novembro de 2024, quando foram contratados para trabalhar como diaristas no ferro-velho de Pirajá. De acordo com as investigações, os jovens teriam sido torturados e mortos dentro do galpão do estabelecimento. Até hoje, os corpos não foram encontrados.

A mãe de Paulo Daniel afirmou que, dias antes do desaparecimento, o filho havia sido acusado pelo dono da empresa de roubar um gerador do local, mas não houve registro na polícia. Antes do sumiço, as vítimas foram acusadas por Marcelo de furtar alumínio do ferro-velho. Elas haviam começado a trabalhar no local três semanas antes.

O histórico do empresário vai além das duas mortes. Marcelo Batista da Silva acumula acusações de quatro homicídios, quatro tentativas de assassinato, tortura e extorsão, segundo a Polícia Civil da Bahia. Além de Marcelo, também são investigados no caso os policiais militares Marcelo Durão Costa e Josué Xavier, o irmão de um dos PMs, Clóvis Antônio Santana Durão Júnior, e Wellington Barbosa, funcionário da Prometais.

Durante buscas nos endereços do empresário, a polícia encontrou indícios de fuga e possível destruição de provas. Em um dos contêineres da empresa, foram localizados vestígios de sangue em um recipiente de lixo. O sistema de câmeras de segurança, composto por mais de 50 equipamentos, havia sido completamente inutilizado.

A Polícia Civil chegou a realizar buscas com auxílio de drone aquático na Bacia do Cobre, no bairro de Pirajá, em nova etapa das investigações para encontrar os corpos de Paulo Daniel e Matusalém. As autoridades seguem monitorando o cumprimento das medidas cautelares impostas ao empresário, e o processo aguarda novos desdobramentos.

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