O Brasil se tornou um dos líderes mundiais no uso prático da inteligência artificial dentro das empresas. Segundo o estudo Work Trend Index 2026, da Microsoft, 27% dos brasileiros que utilizam a tecnologia já são considerados usuários avançados. Esse índice coloca o país à frente de grandes potências como Estados Unidos, Japão e Índia.
Esses profissionais, chamados de “fronteira”, não apenas usam a IA para tarefas simples, mas criam sistemas próprios e automatizam rotinas complexas de trabalho. Para se ter uma ideia da rapidez dessa mudança por aqui, 72% dos trabalhadores no Brasil afirmam que hoje fazem atividades que nem existiam há um ano por causa dessas ferramentas.
Apesar do talento dos funcionários, o estudo aponta que as empresas ainda estão devagar. Existe um descompasso: enquanto o trabalhador aprende rápido, muitas organizações ainda não têm estrutura ou apoio da liderança para aproveitar todo esse potencial. No Brasil, apenas 16% dos profissionais sentem que são recompensados por transformar o jeito de trabalhar com a IA.
O medo de ficar para trás é o que move grande parte dessa pressa. Quase 80% dos brasileiros entrevistados admitem que sentem receio de perder espaço no mercado se não dominarem a tecnologia logo. No resto do mundo, esse sentimento de urgência é menor, atingindo 65% das pessoas.
Atualmente, a IA tem sido usada principalmente para o chamado trabalho cognitivo, como análise de dados e resolução de problemas. Com a máquina assumindo a parte operacional, as habilidades humanas mais valorizadas agora são o pensamento crítico e a capacidade de conferir se o que a inteligência artificial entregou está correto.




