A gigante do varejo Fast Shop foi condenada a pagar uma multa recorde de R$ 1,04 bilhão após ser flagrada em um esquema de fraude tributária. A punição, aplicada pela Controladoria Geral do Estado de São Paulo, é considerada a maior já registrada no Brasil sob o amparo da Lei Anticorrupção.
As investigações da Operação Ícaro revelaram que a empresa participava de um esquema para conseguir créditos de ICMS de forma ilegal. Para isso, a varejista teria contratado uma consultoria operada por um ex-auditor fiscal, que usava informações privilegiadas e acessos irregulares ao sistema da Receita Estadual para beneficiar a marca.
De acordo com o governo paulista, a Fast Shop utilizou até o próprio certificado digital para validar as operações fraudulentas. O esquema envolvia a promessa de blindagem contra fiscalizações e a manipulação de dados fiscais para garantir que a empresa pagasse menos impostos do que deveria.
O rombo causado aos cofres públicos chega ao valor exato da multa. Segundo as autoridades, o montante desviado seria suficiente para construir centenas de creches ou hospitais regionais. A gravidade da situação e o tamanho da vantagem financeira obtida pela empresa foram determinantes para o cálculo da penalidade bilionária.
A Operação Ícaro continua em andamento e já resultou na demissão de servidores públicos envolvidos no esquema. Além da Fast Shop, outras grandes empresas também estão no radar das autoridades por práticas semelhantes de corrupção e prejuízo ao erário.




