Senadores da República decidiram levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a briga pela instalação da CPI do Banco Master. O objetivo é garantir que a investigação saia do papel, unindo interesses tanto da base do governo quanto da oposição no Congresso Nacional.
Os parlamentares Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE) protocolaram um pedido para que o ministro Kassio Nunes Marques deixe a relatoria do caso. Eles argumentam que o magistrado possui ligações próximas com o senador Ciro Nogueira, que recentemente se tornou alvo de operações da Polícia Federal relacionadas ao caso.
Nunes Marques foi sorteado relator da ação em março, mas até o momento não tomou nenhuma decisão. Os senadores alegam que a amizade entre o ministro e Ciro Nogueira, iniciada na política do Piauí, compromete a imparcialidade necessária para julgar o pedido de criação da comissão.
A movimentação política é intensa, com figuras de diferentes espectros, como o pré-candidato Flávio Bolsonaro e parlamentares governistas, defendendo a abertura dos trabalhos. O grupo pede que o STF intervenha para garantir o direito da minoria de investigar possíveis irregularidades financeiras.
Além da ação no Senado, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também entrou com um mandado de segurança no Supremo. Ele busca obrigar o Congresso a instalar uma comissão mista, processo que está sob a análise do ministro André Mendonça.
O caso segue em Brasília, aguardando definições judiciais que podem destravar uma das investigações mais aguardadas do ano no setor bancário e político.




