O apresentador Ratinho está novamente na mira da Justiça após fazer declarações consideradas homofóbicas durante a exibição de seu programa no SBT. A denúncia será formalizada junto ao Ministério Público de São Paulo por Agripino Magalhães Júnior, deputado suplente e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.
A confusão começou enquanto o comunicador comentava a história de um homem que afirma ser casado com sete mulheres. Durante o quadro, Ratinho afirmou que fica preocupado ao ver dois homens se beijando, alegando que, ao sair do “mercado”, eles tirariam mais um pretendente de circulação.
O apresentador também criticou a presença de cenas de afeto entre pessoas do mesmo sexo em novelas, sugerindo que o conteúdo poderia incentivar esse comportamento. Ele chegou a comparar os dias atuais com o passado, afirmando que antigamente “o negócio funcionava” e não havia esse tipo de exposição.
Para Agripino Magalhães, as falas reforçam o preconceito e não podem ser tratadas como brincadeira. O deputado criticou duramente a postura da emissora por não tomar providências diante do ocorrido e defendeu que a Justiça precisa atuar com rigor para coibir a violência simbólica contra a comunidade.
Nas redes sociais, o público reagiu rapidamente e o nome do apresentador ficou entre os assuntos mais comentados. Internautas lembraram que o próprio SBT já foi pioneiro ao exibir beijos entre mulheres em suas produções, apontando uma contradição entre a história do canal e as falas do funcionário.
Até o momento, o apresentador e a emissora não se pronunciaram oficialmente sobre a abertura da denúncia no MP paulista. O caso segue repercutindo e pode gerar novas sanções judiciais para o comunicador veterano.




