O clima esquentou nos bastidores do poder no Rio de Janeiro. Deputados estaduais estão ameaçando divulgar uma lista com nomes de supostas amantes de desembargadores. Segundo as denúncias, essas mulheres receberiam salários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sem precisar trabalhar.
A confusão começou depois que o governador em exercício, Ricardo Couto, determinou a exoneração de mais de mil funcionários ligados ao governo estadual. A medida atingiu diretamente indicações políticas de grupos fortes na casa legislativa, gerando revolta entre os parlamentares afetados.
Desde que assumiu o cargo interinamente em março, o desembargador que comanda o Executivo tem feito uma limpa na folha de pagamento. Os dados oficiais apontam que, em média, 39 pessoas foram demitidas por dia, somando 1.419 servidores exonerados até o final de abril.
O grupo político ligado ao presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), e ao ex-governador Cláudio Castro não aceitou bem as demissões. A estratégia de vazar a lista de amantes seria uma tentativa de criar um escândalo institucional para constranger o Judiciário e desviar o foco das auditorias.
De acordo com o Palácio Guanabara, as demissões são fruto de uma auditoria rigorosa em secretarias e empresas estatais. O governo já avisou que o número de cortes deve aumentar conforme os trabalhos de fiscalização interna avancem nas próximas semanas.




