Cerca de 100 jovens músicos baianos da Orquestra Neojiba acabam de escrever um capítulo marcante na história da música brasileira. O grupo encerrou nesta terça-feira, 5 de maio, uma turnê histórica pela China, sendo ovacionado pelo público no Shenzhen Concert Hall, um dos palcos mais modernos do país asiático.
A apresentação final durou cerca de duas horas e levou a cultura da Bahia para o outro lado do mundo. O repertório, focado nas Américas, deu destaque especial ao Brasil com clássicos como Aquarela do Brasil, Tico-Tico no Fubá e composições de Villa-Lobos, que emocionaram a plateia chinesa.
Um dos momentos mais marcantes da noite foi a performance de Raysson Lima. O solista levou o berimbau ao palco, misturando o som tradicional do instrumento com dança e interação, fazendo o público rir e aplaudir intensamente a energia baiana em solo estrangeiro.
A turnê, que começou em Pequim no dia 29 de abril, também passou pelas cidades de Xi’an e Tianjin. O projeto celebrou o Ano da Cultura Brasil-China e contou com o patrocínio da BYD, empresa que possui sede em Shenzhen e uma fábrica instalada em Camaçari, na Bahia.
Sob a regência do maestro Ricardo Castro, a orquestra viajou com uma formação robusta de violinos, violoncelos, sopros e percussão. Durante o evento, o maestro homenageou o senador Jaques Wagner, que fundou o projeto Neojiba em 2007, quando era governador da Bahia.
Para os jovens músicos, a experiência foi além dos palcos. Eles tiveram contato com uma cultura tecnológica e inovadora, consolidando o papel do Neojiba na transformação social e profissional de artistas baianos, que agora retornam com a bagagem cheia de histórias e reconhecimento internacional.




