O Vitória já começou a movimentar os bastidores para garantir a permanência definitiva de peças chaves no elenco. A diretoria planeja investir cerca de 1,5 milhão de dólares — aproximadamente R$ 8 milhões na cotação atual — para comprar os direitos econômicos do atacante Renê e do volante Zé Vitor.
Apesar do plano de compras, o clima no Barradão é de alerta devido ao interesse do mercado internacional. Jogadores como o goleiro Lucas Arcanjo e o volante Baralhas estão na mira de clubes estrangeiros. Como a janela lá fora segue aberta, o Leão corre o risco de perder titulares caso surjam propostas da MLS ou do futebol árabe.
Enquanto tenta segurar os destaques, o clube monitora nomes conhecidos para reforçar o grupo. O zagueiro Wagner Leonardo e o atacante Pedro Raul, que está sem espaço no Corinthians, aparecem como possíveis oportunidades de mercado para a sequência da temporada.
No departamento médico, a preocupação maior é com o atacante Renê. Após sofrer uma entrada dura contra o Athletico-PR, a lesão do jogador é tratada como séria pela comissão técnica. Por outro lado, a expectativa é que Jamerson retorne ao time para o duelo decisivo contra o Confiança pela Copa do Nordeste.
Além das questões de elenco, a situação financeira do clube ainda exige cautela. Mesmo com vendas recentes, a diretoria precisa equilibrar as contas, o que pode forçar a saída de algum atleta caso a necessidade de caixa fale mais alto que o planejamento esportivo.
Fora das quatro linhas, a pressão contra a arbitragem só aumenta. Torcedores organizados prometem protestos no Barradão contra decisões recentes da CBF. A sensação de prejuízo acumulado nos bastidores transformou o clima em um caldeirão para os próximos jogos em Salvador.




