quarta-feira, 29, abril, 2026
Google search engine

Laudo revela que menina de 5 anos foi enterrada viva pela mãe e pelo padrasto em SP

- Publicidade -spot_img

O laudo necroscópico da menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de 5 anos, confirmou que ela morreu por asfixia mecânica causada por soterramento em Itapetininga, no interior de São Paulo. Conforme consta no documento, havia terra na traqueia da vítima, o que indica que a criança ainda estava viva quando foi enterrada. O exame também apontou traumatismo craniano compatível com agressões anteriores.

O corpo de Maria Clara foi encontrado no dia 14 de outubro de 2025, em uma cova rasa e concretada no quintal da casa onde ela vivia com a mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, de 25 anos, e o padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, de 23 anos. Os dois foram presos no mesmo dia e confessaram o crime. Eles respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O caso ganhou repercussão nacional quando veio à tona um áudio que o padrasto enviou ao pai biológico da menina durante o período em que a família ainda buscava paradeiro da criança. Na gravação, Rodrigo tratava a situação com deboche, dizia que a menina estava morta e pedia ao pai que parasse de “encher o saco”. A avó paterna confirmou que o áudio foi enviado cerca de duas semanas antes de o corpo ser encontrado.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Franco Augusto, Maria Clara sofria agressões frequentes. O padrasto tinha histórico criminal — havia sido indiciado por suspeita de integrar o PCC e por porte ilegal de arma — e torturava psicologicamente tanto a criança quanto a mãe, usando a menina como instrumento de pressão e controle.

Em janeiro de 2025, Luiza chegou a registrar um boletim de ocorrência relatando ameaças de morte do companheiro e agressões contra a filha. O Conselho Tutelar já acompanhava a família e, em agosto, havia perdido contato com a mãe. O órgão formalizou o desaparecimento da menina à Polícia Civil no dia 8 de outubro.

A Justiça manteve a prisão preventiva do casal após audiência de custódia. Luiza foi transferida para a cadeia de Votorantim (SP) e Rodrigo para Capão Bonito (SP). Para o dia 19 de maio de 2026 está marcada a audiência de instrução, que deve definir se os dois vão a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Rede Seta
Rede Setahttp://redeseta.com.br
Rede Seta | Notícias de Juazeiro, Petrolina e Região
POSTS RELACIONADOS
- Advertisment -
Google search engine

POPULARES

Recent Comments