O Bahia vive um momento de atenção no Campeonato Brasileiro de 2026. Apesar de estar entre os seis melhores da competição, o time comandado por Rogério Ceni marcou apenas 17 gols em 12 partidas, ficando atrás de quase todos os rivais que ocupam o G-5, como Flamengo e Palmeiras, que já passaram dos 20 gols.
As estatísticas mostram que o problema não é falta de tentativa, mas sim de pontaria. O Tricolor é o terceiro time que mais acerta o alvo no campeonato, porém desperdiçou mais da metade das grandes chances que criou. De 21 oportunidades claras de gol, 11 foram jogadas para fora, um aproveitamento negativo que preocupa a torcida.
O técnico Rogério Ceni admitiu a dificuldade e destacou que, embora o trabalho seja feito nos treinos, a hora do jogo depende da confiança dos atletas. Segundo ele, alguns jogadores ainda sentem o peso psicológico de eliminações recentes, o que reflete na falta de tranquilidade para finalizar as jogadas.
Outro ponto que chama atenção é a falta de um ‘matador’ isolado. Enquanto rivais contam com artilheiros decisivos, no Bahia a responsabilidade está dividida: Willian José lidera com oito gols, seguido por Luciano Juba com seis. O grupo demonstra força coletiva, mas carece daquele jogador que resolve a partida em um lance único.
Mesmo com o ataque devendo, o Bahia segue vivo na briga pela Libertadores, apenas dois pontos atrás do G-4 e com um jogo a menos. O próximo desafio para tentar calibrar o pé será neste domingo (3), em um confronto direto contra o São Paulo, fora de casa.




