O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), quebrou o silêncio sobre as acusações que ligam sua gestão ao polêmico Banco Master. Em entrevista recente, o petista afirmou que as denúncias sobre a venda do CredCesta não têm fundamento, alegando que a instituição financeira sequer existia quando a operação foi realizada.
De acordo com Rui, o processo de venda da Cesta do Povo foi complexo e passou por várias tentativas antes de ser concretizado. Ele explicou que o ativo não foi entregue diretamente a um banco, mas sim comprado por um fundo de investimento espanhol, após recusas de grandes instituições públicas como a Caixa Econômica e o Banco do Brasil.
O ex-gestor defendeu que o único item de valor no pacote era justamente o cartão CredCesta. Ele ressaltou que o contrato de venda exigia que o comprador mantivesse pelo menos 50 lojas funcionando por cinco anos, uma tentativa de garantir os empregos dos trabalhadores da época.
Sobrou espaço também para críticas ao passado. Rui classificou a criação da Cesta do Povo, feita pelo ex-governador Antônio Carlos Magalhães, como uma “ideia furada”. Segundo ele, a rede de supermercados estatal acumulou prejuízos bilionários aos cofres públicos por não conseguir competir com a iniciativa privada.
Para o ministro, as críticas da oposição são artificiais e tentam criar um escândalo onde não houve irregularidade. Ele encerrou reforçando que a venda foi a única saída para estancar o rombo financeiro que a estatal causava ao povo baiano.




