O bolso do motorista pode sentir um novo peso em breve. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou que a estatal estuda um reajuste no preço da gasolina para os próximos dias. A decisão depende agora da aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional.
A proposta em discussão permite que o governo use o dinheiro arrecadado com o petróleo para compensar a retirada de impostos. Se aprovada, a medida funcionaria como um subsídio, tentando amortecer o impacto da alta internacional para o consumidor final nos postos de combustíveis.
De acordo com a executiva, a Petrobras tem segurado os valores para evitar que conflitos lá fora e a variação do dólar cheguem direto às bombas. No entanto, ela destacou que o mercado já aguarda esse aumento logo após a votação, repetindo o que já aconteceu recentemente com o diesel.
O projeto enviado à Câmara dos Deputados prevê a redução de tributos como PIS, Cofins e Cide especificamente para a gasolina. A ideia é que essas alíquotas menores ajudem a segurar o preço por um período de até dois meses, mesmo com o reajuste da Petrobras.
A movimentação do governo tenta conter a inflação e a insatisfação popular com a volatilidade dos preços. Enquanto o projeto não é votado, o cenário permanece de incerteza para quem precisa abastecer o carro em Paulo Afonso e em todo o país.




