O custo de vida pesou mais no bolso dos baianos em abril. Salvador registrou a segunda maior prévia da inflação entre as capitais brasileiras, atingindo a marca de 1,19%. O índice ficou bem acima da média nacional de 0,89%, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28).
O grande vilão do mês foi o grupo de Alimentação e Bebidas, com destaque para itens básicos na mesa do trabalhador. A cenoura disparou 25,43%, seguida pela cebola com 16,54% e o leite longa vida, que subiu 16,33%. Até as carnes e o tomate ficaram mais caros no período.
Os combustíveis também deram um salto significativo, passando de uma leve queda em março para uma alta de 6,06% em abril. A gasolina sozinha foi o item que mais impactou o índice geral, com um aumento de 6,23%, afetando diretamente quem depende do transporte.
Além da comida e do transporte, outros setores apertaram o orçamento. O grupo de Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,93%, puxado pelo reajuste anual dos medicamentos e produtos de higiene. As contas de casa não ficaram atrás, com a energia elétrica residencial registrando alta de 0,68%.
Com esse resultado, a capital baiana acumula uma inflação de 2,82% somente neste ano. O desempenho de Salvador no mês de abril só não foi pior do que o de Belém, no Pará, que liderou o ranking nacional com 1,46%.
Para o consumidor que costuma comer fora de casa, a notícia também não é boa. O preço das refeições e lanches em restaurantes e lanchonetes acelerou, acompanhando a tendência de alta dos alimentos que vêm do campo.




