A corrida pela inteligência artificial (IA) está mudando a cara do mercado de trabalho em 2026. Enquanto o setor privado em geral respira com uma leve queda nas demissões, a área de tecnologia enfrenta uma crise isolada, com os cortes saltando 40% apenas no primeiro trimestre deste ano.
Empresas de renome mundial, como Amazon, Nike e Morgan Stanley, lideram esse movimento. A estratégia é clara: reduzir a folha de pagamento humana para investir pesado em infraestrutura tecnológica e ferramentas inteligentes que prometem fazer o trabalho de forma automatizada.
Entre os casos mais graves estão a Oracle e a UPS, que eliminaram 30 mil postos de trabalho cada uma. No caso da gigante de software, analistas apontam que o dinheiro economizado com os salários está sendo diretamente enviado para financiar novos sistemas de IA.
A Amazon também seguiu o mesmo caminho agressivo ao demitir 16 mil funcionários administrativos logo em janeiro. Esse corte representa cerca de 10% de toda a equipe de escritório da empresa, consolidando uma reestruturação iniciada ainda no final do ano passado.
O impacto não fica restrito apenas ao Vale do Silício. Até a indústria tradicional, como a fabricante de materiais químicos Dow, desligou mais de 4,5 mil colaboradores. O objetivo declarado é buscar o aumento da produtividade através da substituição de mão de obra por processos digitais.
A Nike é outra que reforça essa tendência, com duas ondas de demissões que atingiram centros de distribuição e áreas técnicas. Para a marca esportiva, a aposta agora é depender de processos automáticos para tentar manter a competitividade no mercado global.




