segunda-feira, 27, abril, 2026
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Celulares e eletrônicos podem ficar mais caros após ataques no Oriente Médio

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Prepare o bolso se você está pensando em trocar de celular ou comprar novos aparelhos eletrônicos. Os recentes ataques no Oriente Médio, especificamente contra um complexo petroquímico na Arábia Saudita, causaram um salto de até 40% no preço das placas de circuito impresso, componente essencial em quase todos os dispositivos modernos.

A crise foi desencadeada após a paralisação da produção da resina PPE, um material fundamental para fabricar as placas. A empresa atingida, a SABIC, é responsável por 70% de toda a oferta mundial desse insumo. Com a produção interrompida e sem previsão de normalização, o mercado global entrou em alerta máximo pela falta de estoque.

Além da falta de matéria-prima, a logística de transporte no Golfo também foi prejudicada pelos conflitos, dificultando a entrega de materiais. Para se ter uma ideia da gravidade, o prazo para entrega de produtos químicos usados na indústria saltou de apenas três semanas para quase quatro meses de espera.

Outros materiais importantes, como o cobre e a fibra de vidro, também registraram altas expressivas de preço em 2024. O cobre sozinho representa mais da metade do custo de produção de uma placa, e sua valorização reflete diretamente no valor final que o consumidor encontra nas prateleiras das lojas.

Grandes fabricantes internacionais já começaram a repassar esses custos extras para os preços de venda. Empresas do setor de tecnologia afirmam que a prioridade agora é garantir o fornecimento de peças, mesmo que isso signifique pagar muito mais caro pelos componentes básicos.

A situação é agravada pela alta procura por equipamentos de Inteligência Artificial e novos servidores de internet. Como a demanda continua maior do que a capacidade de produção das fábricas, a tendência é que os preços dos eletrônicos continuem subindo nos próximos meses em todo o mundo.

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