Começou nesta segunda-feira (27), em Salvador, o julgamento de sete policiais militares acusados pelo assassinato de Geovane Mascarenhas de Santana. O crime, que chocou a Bahia pela crueldade, aconteceu em agosto de 2014 e só agora chega ao banco dos réus no Fórum Ruy Barbosa.
A sessão é presidida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos e pode durar até três dias. Um conselho de sentença formado por sete cidadãos comuns terá a missão de decidir se os policiais são culpados ou inocentes das acusações de homicídio qualificado, roubo e ocultação de cadáver.
Geovane tinha 22 anos quando foi abordado por uma guarnição da Rondesp no bairro da Calçada. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi levado pelos militares. O corpo do jovem foi encontrado no dia seguinte, decapitado e carbonizado, no Parque São Bartolomeu.
Os réus que enfrentam o júri são Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira. Segundo o Ministério Público, eles agiram de forma a impedir qualquer defesa da vítima.
A acusação detalha que, além de matarem o jovem, os policiais teriam ateado fogo ao corpo para esconder o crime e roubado a motocicleta e o celular de Geovane. O MP afirma que a vítima foi sequestrada e mantida sob guarda dos PMs sem qualquer justificativa legal antes de ser executada.
Caso sejam condenados, a magistrada aplicará as penas de acordo com o Código Penal. O julgamento segue com o sorteio dos jurados e o depoimento de testemunhas, mantendo a expectativa da família que aguarda por justiça há mais de uma década.




