O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, subiu o tom na disputa política contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Em um novo vídeo da série intitulada Os Intocáveis, Zema utilizou bonecos para satirizar os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, sugerindo que existe uma perseguição coordenada contra ele em Brasília.
Na animação publicada em suas redes sociais, Gilmar Mendes e Moraes aparecem como fantoches. O roteiro encenado mostra Gilmar pedindo a inclusão de Zema no inquérito das fake news com o objetivo de censurá-lo. A peça publicitária é uma resposta direta às recentes movimentações jurídicas e declarações públicas trocadas entre o político e os magistrados.
A polêmica ganhou força após Gilmar Mendes questionar os limites das sátiras feitas pelo mineiro. O ministro chegou a fazer comentários sobre o sotaque de Zema e afirmou que o político não gostaria de ser retratado em situações pejorativas. Apesar de ter pedido desculpas posteriormente, Gilmar defendeu que há uma indústria de difamação contra a Corte que precisa ser combatida.
Zema não deixou barato e rebateu as críticas ao seu modo de falar. Ele afirmou que utiliza o linguajar do brasileiro simples, contrastando sua postura com o que chamou de português esnobe dos ministros. O ex-governador defende que sua comunicação é direta para o povo, enquanto Brasília estaria distante da realidade do cidadão comum.
O embate agora deve seguir para o campo jurídico de forma mais severa. Gilmar Mendes já solicitou formalmente que Zema seja incluído no inquérito das fake news, relatado por Alexandre de Moraes. O pedido tem como base os vídeos anteriores da mesma série, que o ministro considera ataques institucionais disfarçados de humor.
Além das sátiras, o vídeo de Zema levanta suspeitas sobre a relação de membros do STF com grandes empresários. O material menciona o Banco Master, adicionando mais um ingrediente de tensão na relação entre o pré-candidato à Presidência e a cúpula do Judiciário brasileiro.




