Uma força-tarefa entre policiais penais estaduais e federais começou a retirar aparelhos celulares e cortar a comunicação de criminosos dentro dos presídios baianos. A iniciativa faz parte da Operação Mute, que teve início nesta quinta-feira (23) com foco total em desarticular o crime organizado que opera atrás das grades.
Os trabalhos começaram pelo Complexo Penitenciário da Mata Escura, especificamente na Penitenciária Lemos Brito (PLB). As equipes realizam revistas estruturais detalhadas em cada cela, buscando esconderijos de aparelhos que permitem o contato dos internos com o mundo exterior.
A operação é inédita por ser uma edição estadual fora do cronograma nacional. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), a ação utiliza tecnologia de ponta e protocolos de inteligência para garantir que nenhum objeto ilícito passe despercebido durante as vistorias.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), a varredura se estende até esta sexta-feira (24). Além da Lemos Brito, outras unidades prisionais da capital baiana estão no cronograma de fiscalização das forças de segurança.
O objetivo principal é enfraquecer as facções, já que o uso de celulares dentro das unidades é a principal ferramenta para a continuidade de crimes nas ruas. Com a retirada dos aparelhos, o Estado busca silenciar as ordens que partem de dentro do sistema prisional.
As autoridades reforçam que este modelo de atuação integrada entre estado e federação será contínuo. A ideia é manter o sistema sob controle rigoroso, utilizando o cruzamento de dados para identificar os pontos sensíveis de cada pavilhão revistado.




