O matagal avançando sobre as pistas da BR-324 virou motivo de preocupação para quem trafega entre Salvador e Feira de Santana. Após o fim do contrato com a concessionária ViaBahia, a rodovia voltou para as mãos do Governo Federal, mas os motoristas reclamam que a manutenção não está dando conta do recado.
Questionado sobre o abandono das margens, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirmou que o crescimento acelerado da vegetação é culpa das chuvas constantes. Segundo o órgão, o clima úmido exige limpezas muito mais frequentes do que o planejado originalmente.
O DNIT garante que equipes estão trabalhando na roçada e capina tanto no canteiro central quanto nas laterais da pista. Além da BR-324, a BR-116 também está sob os cuidados do órgão, que tenta recuperar trechos que antes eram administrados pela iniciativa privada.
Para tentar resolver o problema do mato e dos buracos, o governo afirma que possui mais de R$ 520 milhões destinados a contratos de manutenção e emergência. Desse montante, cerca de R$ 200 milhões já teriam sido investidos em obras de asfalto e limpeza até o mês de março.
Enquanto o mato não baixa, motoristas precisam redobrar a atenção, principalmente nas curvas e acessos laterais, onde a vegetação alta atrapalha a visão das placas e de outros veículos. O DNIT informou que as intervenções seguem um cronograma que abrange desde a capital até a divisa com Minas Gerais.




